O Parque Estadual do Rio Vermelho (PAERVE) √© uma unidade de conserva√ß√£o de prote√ß√£o integral, criado pelo Decreto Estadual n¬ļ 308/2007. Situa-se no munic√≠pio de Florian√≥polis, no nordeste da Ilha de Santa Catarina, entre a Praia de Mo√ßambique (12,5 km de extens√£o), √† leste, e a Lagoa da Concei√ß√£o, √† oeste, com √°rea de 1.532 ha.

Conforme o Decreto Estadual n¬ļ 308/2007, o Parque Estadual do Rio Vermelho visa conservar amostras de Floresta Ombr√≥fila Densa (Floresta Atl√Ęntica), das Forma√ß√Ķes Pioneiras (Vegeta√ß√£o de Restinga) e da fauna associada do dom√≠nio da Mata Atl√Ęntica, manter o equil√≠brio do complexo h√≠drico da regi√£o, al√©m de propiciar a√ß√Ķes ordenadas de recupera√ß√£o de seus ecossistemas alterados e proporcionar a realiza√ß√£o de pesquisas cient√≠ficas e a visita√ß√£o p√ļblica com o desenvolvimento de atividades de educa√ß√£o e interpreta√ß√£o ambientais, de recrea√ß√£o em contato com a natureza e de turismo ecol√≥gico.

Histórico

Na d√©cada de 1950, a √°rea do PAERVE j√° era uma restinga degradada, utilizada para agricultura, pastejo e coleta de lenha, acometida por inc√™ndios peri√≥dicos (Berenhauser, 1963). Pelo Decreto Estadual n¬ļ 2.006 de 1962 esta √°rea foi definida como Esta√ß√£o Florestal do Rio Vermelho, subordinada √† Secretaria da Agricultura do Estado, e destinada √† experimenta√ß√£o de diversas esp√©cies de Pinus e √† comprova√ß√£o dos melhores √≠ndices de desenvolvimento de esp√©cimes adapt√°veis √† regi√£o catarinense. Portanto, em 1963 foram iniciados plantios de reflorestamento na √°rea, em grande parte com esp√©cies ex√≥ticas, principalmente Pinus elliottii e taeda e esp√©cies de Eucalyptus, o que foi executado, sem √īnus para o Estado, pela Associa√ß√£o Rural de Florian√≥polis, sob coordena√ß√£o de Henrique Berenhauser, conforme conv√™nio firmado em fevereiro de 1963, contando com m√£o de obra da Penitenci√°ria do Estado.

Em registros feitos por Berenhauser encontra-se que foi realizado na √°rea do Parque florestamento de 700 ha, em 12 anos, a partir do plantio de Pinus com diversas proced√™ncias como Pinus bahamensis procedente das Bahamas, Pinus insularis procedente das Filipinas, Pinus canariensis e insignis enviados pelo Servi√ßo Florestal da Espanha, pinheiro mar√≠timo de Portugal, Pinus elliottii geneticamente melhorado de uma ind√ļstria de celulose da Universidade da Fl√≥rida e do Servi√ßo Florestal da Fl√≥rida, cole√ß√£o de sementes de con√≠feras nativas da Ilha Formosa do Pac√≠fico enviada pelo Servi√ßo Florestal de Formosa, Pinus hondurensis enviados pelo Servi√ßo Florestal de Queensland ‚Äď Austr√°lia, Pinus taeda colhido pr√≥ximo da cidade de Tampa e enviado pelo Servi√ßo Florestal da Fl√≥rida, cole√ß√Ķes de proced√™ncias de Pinus elliottii e sementes de Pinus luchuensis da Ilha de Okinawa. Nas √°reas de dunas ao longo da Praia do Mo√ßambique foram feitos plantios de Acacia trinervis, Canavalia maritima, Casuarina equisetifolia e Sophora tomentosa, dentre outras esp√©cies.

O Conv√™nio com a Associa√ß√£o Rural se encerrou em 1974, ano em que o Decreto N/SAG n¬ļ 994 mudou o nome da √°rea para Parque Florestal do Rio Vermelho e ampliou seus objetivos para al√©m das atividades silviculturais, passando a ter objetivos de conserva√ß√£o da natureza e uso p√ļblico para turismo, lazer e escotismo. A √°rea se manteve vinculada √† Secretaria da Agricultura do Estado, que delegou a sua administra√ß√£o √† Companhia Integrada de Desenvolvimento Agr√≠cola de Santa Catarina (CIDASC), assim permanecendo at√© 2007.

Com a cria√ß√£o do Sistema Nacional de Unidades de Conserva√ß√£o (SNUC) (Lei n¬ļ 9.985/2000), as √°reas protegidas do pa√≠s que n√£o estavam classificadas nas categorias criadas por esta lei deveriam ser reavaliadas. O processo de recategoriza√ß√£o do Parque Florestal do Rio Vermelho em Parque Estadual iniciou-se ainda no final dos anos 90, motivado por cr√≠ticas de entidades ecologistas da regi√£o √†s a√ß√Ķes de degrada√ß√£o ambiental da √°rea, em especial, das restingas e dunas pr√≥ximas ao Morro das Aranhas e pelo reconhecimento da import√Ęncia ecol√≥gica da √°rea por grupo de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em 2003, o Governo do Estado, criou uma Equipe T√©cnica Interinstitucional com o objetivo de discutir o enquadramento da √°rea no SNUC.

Ap√≥s a realiza√ß√£o de diversas reuni√Ķes, estudos t√©cnicos e discuss√Ķes p√ļblicas foi publicado o Decreto Estadual n¬ļ 308 em 24/05/2007, criando ent√£o o Parque Estadual do Rio Vermelho (PAERVE).

Flora

O Parque Estadual do Rio Vermelho tem 67% de sua √°rea ocupada por ecossistemas naturais como as restingas (44,6%), Floresta Ombr√≥fila Densa (9,9%), dunas (5,4%), vegeta√ß√£o de banhado (4,3%) e corpos d‚Äô√°gua (3,2%) (ver tabela abaixo). Possui tamb√©m √°reas com ecossistemas alterados, como s√£o os reflorestamentos de pinheiros-americanos (Pinus spp) e de eucaliptos (Eucalyptus spp) que ocupam 30,2% do Parque (ver tabela abaixo) e que ser√£o alvo de a√ß√Ķes ordenadas de recupera√ß√£o, conforme prev√™ os objetivos de cria√ß√£o do Parque.

A diversidade de esp√©cies da flora nativa que ocorre no Parque Estadual do Rio Vermelho se deve aos diferentes ambientes existentes em sua √°rea e no seu entorno, como praia, lagoa, dunas, banhados e morros. Essas diferentes condi√ß√Ķes ambientais proporcionaram diversas forma√ß√Ķes vegetacionais: restingas herb√°cea e subarbustiva nas dunas em frente √† praia, restinga arbustiva e arb√≥rea nas dunas mais afastadas da praia (dunas semi-fixas e fixas) e nas plan√≠cies, vegeta√ß√£o t√≠pica de lagunas, banhados e baixadas e a Floresta Ombr√≥fila Densa no Morro dos Macacos.

Nas dunas frontais, que margeiam a praia do Mo√ßambique, s√£o encontradas esp√©cies de plantas t√≠picas de restingas, adaptadas √†s condi√ß√Ķes de exposi√ß√£o plena ao sol, solo arenoso, salinidade e movimenta√ß√£o pela varia√ß√£o das mar√©s. Geralmente s√£o esp√©cies herb√°ceas rastejantes e trepadeiras como a batateira-da-praia (Ipomoea pes-caprae), a acari√ßoba (Hydrocotyle bonariensis), o feij√£o-de-porco (Canavalia rosea), o pinheirinho-da-praia (Cyperus pedunculatus), a beldroega-da-praia (Sesuvium portulacastrum), a salsaparrilha (Smilax campestris), mas tamb√©m arbustivas como a lentilha-da-praia (Sophora tomentosa) e a Scaevola plumieri.

Nas dunas internas (semi-fixas e fixas), à medida que se afastam da praia, ocorrem espécies arbustivas e arbóreas de restinga como o cocão-da-praia (Dalbergia ecastaphyllum), a vassoura-vermelha (Dodonaea viscosa), a aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius), a guabiroba-da-praia (Campomanesia littoralis), a maria-mole (Guapira opposita), a pitangueira (Eugenia uniflora), dentre outras.

Na restinga arbórea, onde a vegetação é mais adensada e alta, o solo mais sombreado e com mais serrapilheira e onde ocorrem mais epífitas (plantas que se fixam nas árvores), é comum encontrar espécies da família Myrtaceae (a mesma da pitangueira, da jaboticabeira) como o araçá (Psidium cattleianum), o guamirim (Myrcia palustris), o cambuí (Myrciaria tenella) e outras como o mangue-formiga (Clusia criuva), as capororocas (Myrsine spp), a canelinha (Ocotea pulchella), a palmeira jerivá (Syagrus romanzoffiana) e bromélias como o caraguatá (Bromelia antiacantha), Aechmea lindenii, Aechmea nudicaulis, Nidularium innocentii, dentre outras.

A ocorr√™ncia de vegeta√ß√£o t√≠pica de banhados e baixadas √© mais comum na parte oeste do Parque, em √°reas da plan√≠cie que se formaram pela deposi√ß√£o de sedimentos lagunares de antigas lagunas, mas tamb√©m em depress√Ķes das dunas. Nesses locais o n√≠vel do len√ßol fre√°tico est√° muito pr√≥ximo da superf√≠cie ou aflorando e algumas esp√©cies adaptadas a essas condi√ß√Ķes s√£o o junco (Juncus marginatus), a tab√īa (Typha domingensis) e a samambaia Blechnum serrulatum. Nas √°reas √ļmidas que margeiam a Lagoa da Concei√ß√£o, ocorrem a tiririca (Cladium mariscus) e gram√≠neas como a Spartina densiflora.

O Morro dos Macacos, com altura de aproximadamente 300 metros, possui vegetação de Floresta Ombrófila Densa, onde ocorrem espécies em três estratos da floresta (herbáceo, arbustivo e arbóreo), além de epífitas. Algumas palmeiras e espécies arbóreas que ocorrem nessa área são o jerivá (Syagrus romanzoffiana), a canjarana (Cabralea canjerana), o palmito juçara (Euterpe edulis), o pau-ripa (Ormosia arborea), o camboatá (Cupania vernalis), a mamica-de-porca (Zanthoxylum rhoifolium) e o cedro (Cedrela fissilis). Algumas bromélias e epífitas que ocorrem são Tillandsia gardneri, Tillandsia stricta, Bromelia balansae e Rhipsalis teres.

No Parque ocorre uma planta endêmica, ou seja, que só existe nesta área, a unha-de-gato Mimosa catharinensis, além de algumas espécies ameaçadas de extinção como o cedro (Cedrela fissilis) e o palmito juçara (Euterpe edulis).

Um grande desafio para a conserva√ß√£o dos ecossistemas do Parque √© a retirada das esp√©cies ex√≥ticas, que chegam a 77, presentes tanto nos reflorestamentos de pinheiros-americanos (Pinus spp) e de eucaliptos (Eucalyptus spp), mas tamb√©m de forma dispersa no Parque. Casuarinas (Casuarina equisetifolia) e indiv√≠duos de Brachylaena discolor ocupam as dunas frontais da praia do Mo√ßambique, touceiras de braqui√°rias (Urochloa spp) s√£o encontradas em √°reas abertas e com grande movimenta√ß√£o de ve√≠culos, pessoas e animais dom√©sticos e diversas esp√©cies foram plantadas ao redor das edifica√ß√Ķes presentes no Parque.

Nas fotos a seguir: batateira-da-praia (Ipomoea pes-caprae) e Ipomoea imperati.

Fauna

Levantamento recente de fauna registrou a ocorrência de 140 espécies de aves no Parque Estadual do Rio Vermelho. Essa diversidade de aves se deve à variação de ambientes, localizados tanto ao nível do mar, como as restingas e florestas de baixada, quanto às partes mais elevadas do Morro dos Macacos e das demais montanhas que circundam a Lagoa da Conceição.

No Morro dos Macacos, a área do Parque com maior diversidade de aves, ocorrem algumas espécies que são indicadoras de boa qualidade ambiental como o inhambu-guaçu (Crypturellus obsoletus), o gavião-de-cauda-curta (Buteo brachyurus), a pariri (Geotrygon montana), o tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus), o macuquinho (Eleoscytalopus indigoticus), dentre outras.

Nas √°reas com reflorestamentos de pinheiros-americanos e eucalipto com vegeta√ß√£o nativa no sub-bosque ocorrem esp√©cies de aves que toleram altera√ß√Ķes no habitat florestal, como a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus), o beija-flor-de-garganta-verde (Amazilia fimbriata), a choca- da-mata (Thamnophilus caerulescens), o pitiguari (Cyclarhis gujanensis), o sabi√°- laranjeira (Turdus rufiventris), o pula-pula (Basileuterus culicivorus), o ti√™-preto (Tachyphonus coronatus), o trinca-ferro (Saltator similis), entre outros. Nessas √°reas ocorre tamb√©m o gavi√£o-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus), uma ave end√™mica da Mata Atl√Ęntica, rara e amea√ßada de extin√ß√£o.

Em √°reas de restinga arb√≥rea bem conservadas do Parque ocorrem esp√©cies de aves como o aracu√£-escamoso (Ortalis squamata), o rabo-branco-de-garganta-rajada (Phaethornis eurynome), o pica-pau-de-cabe√ßa-amarela (Celeus flavescens), o arapa√ßu-liso (Dendrocincla turdina), o bico-virado-mi√ļdo (Xenops minutus), o flautim (Schiffornis virescens), o miudinho (Myiornis auricularis), a sa√≠ra-sapucaia (Tangara peruviana), a sa√≠ra-militar (Tangara cyanocephala) e a sa√≠ra-ferrugem (Hemithraupis ruficapilla).

Nas √°reas √ļmidas do Parque ocorrem aves t√≠picas de brejos (v√°rzeas) e lagoas, como o anana√≠ (Amazonetta brasiliensis), a gar√ßa-azul (Egretta caerulea), o tapicuru (Phimosus infuscatus), a saracura-do-mato (Aramides saracura), a san√£-parda (Laterallus melanophaius), a san√£-carij√≥ (Mustelirallus albicollis), a saracura-san√£ (Pardirallus nigricans), os martins-pescadores (Megaceryle torquata e Chloroceryle spp.), o curuti√© (Certhiaxis cinnamomeus), o jo√£o-tenen√©m (Synallaxis spixi), o pia-cobra (Geothlypis aequinoctialis), entre outros.

Nas restingas herbáceas e arbustivas ocorrem espécies de aves típicas desses ecossistemas como a coruja-buraqueira (Athene cunicularia), o bacurau-tesoura (Hydropsalis torquata), o corucão (Podager nacunda), o pica-pau-do-campo (Colaptes campestris), o sabiá-do-campo (Mimus saturninus), o caminheiro-zumbidor (Anthus lutescens), o tico-tico (Zonotrichia capensis), o tico-tico-do-campo (Ammodramus humeralis), entre outras.

No entorno direto do Parque, na faixa de areia da praia do Moçambique, uma grande quantidade de aves limícolas, costeiras e marinhas são observadas como batuiruçus (Pluvialis dominica e P. squatarola), piru-piru (Haematopus palliatus), talha-mar (Rynchops niger) e batuíra-de-coleira (Charadrius collaris), trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea), trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), atobá (Sula leucogaster), dentre outras.

Alguns r√©pteis encontrados no Parque s√£o cobra-cip√≥-listrada (Siphlophis pulcher), cobra-cip√≥ (Chironius exoletus), jararaca (Bothrops jararaca), jararacu√ßu (Bothrops jararacussu) (no Morro dos Macacos), o lagartinho-da-praia (Liolaemus occipitalis) ‚Äď uma esp√©cie amea√ßada de extin√ß√£o, o tei√ļ (Salvator merianae), o c√°gado-de-orelha-vermelha (Trachemys scripta) e a dormideira (Sybinomorphus neuwiedii).

Alguns anf√≠bios que ocorrem no Parque, em especial no Morro dos Macacos, j√° que algumas esp√©cies s√£o dependentes de ambientes florestados e √ļmidos s√£o as r√£zinhas-do-folhi√ßo (Ischnocnema cf. guentheri, Ischnocnema henselli, Ischnocnema manezinho) e a perereca (Bokermannohyla hylax), enquanto outras s√£o encontradas na plan√≠cie como a pererequinha-ampulheta (Dendropsophus minutus), pererequinha-do-brejo (Dendropsophus werneri), r√£-cachorro (Physalaemus cuvieri) e o sapo-cururuzinho (Rhinella abei). A r√£zinha-do-folhi√ßo Ischnocnema manezinho √© uma esp√©cie encontrada no Parque que √© end√™mica no munic√≠pio de Florian√≥polis e na regi√£o litor√Ęnea adjacente.

Algumas espécies de mamíferos encontradas no Parque são: o gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita), a guaiquica (Micoureus paraguayanus), o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), o graxaim (Cerdocyon thous), o mão-pelada (Procyon cancrivorus), o ratão-do-banhado (Myocastor coypus), diversas espécies de morcegos (Artibeus fimbriatus, A. lituratus, Carollia perspicillata, Chiroderma doriae, Desmodus rotundus, Diphylla ecaudata, Glossophaga soricina, Sturnira lilium, Eptesicus brasiliensis, Myotis cf. riparius).

No Rio Vermelho, pr√≥ximo √† nascente, onde a vaz√£o √© baixa e o fundo do leito √© formado por areia e cascalho com deposi√ß√£o de mat√©ria org√Ęnica, algumas esp√©cies de peixes encontradas s√£o barrigudinho (Phalloceros cf pellos), mu√ßum (Synbranchus marmoratus), a tra√≠ra (Hoplias malabaricus) e o acar√° (Geophagus brasiliensis). Nos pequenos c√≥rregos e canais de drenagem do Parque s√£o encontradas esp√©cies de peixes como o mu√ßum (Synbranchus marmoratus), o barrigudinho (Poecillia viv√≠para), barrigudinho (Phalocerus cf pellos) e rivulus (Atlantirivulus luelingi).

Particularidades

Al√©m de toda riqueza de esp√©cies vegetais e animais, o Parque conserva ainda algumas singularidades. A regi√£o do PAERVE abriga em seu subsolo o Aqu√≠fero Ingleses-Rio Vermelho, respons√°vel pelo abastecimento de √°gua do norte da Ilha de Santa Catarina. Por esta raz√£o, a conserva√ß√£o do Parque contribui para que a recarga de √°gua do Aqu√≠fero ocorra sem qualquer impedimento e esteja livre de contaminantes.

H√° uma esp√©cie de planta encontrada na √°rea do PAERVE, que foi descoberta em 1964 e at√© hoje n√£o foi encontrada em nenhum outro lugar do mundo. Trata-se da Mimosa catharinensis Burkart, um arbusto trepador com presen√ßa de espinhos. No Parque foi registrada a ocorr√™ncia do lagartinho-da-praia (Liolaemus occipitalis), uma esp√©cie rara, amea√ßada de extin√ß√£o que vive somente nas dunas do litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Existem atualmente 25 esp√©cies de mam√≠feros na Ilha de Santa Catarina e existe a possibilidade de que praticamente todas elas sejam encontradas no PAERVE devido √† grande variedade de ambientes. 

Em pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina foram vistas pegadas de gamb√° (Didelphis aurita) e de cachorro do mato (Cerdocyon thous). O macaco-prego (Cebus nigritus) √© encontrado no parque e d√° nome ao Morro dos Macacos. Al√©m da import√Ęncia ambiental o Parque possui relev√Ęncia cultural e hist√≥rica. Um dos sambaquis mais antigos da Ilha de Santa Catarina, datado de 5.020 anos antes do presente, est√° localizado dentro do PAERVE. O Distrito de S√£o Jo√£o do Rio Vermelho, localizado no limite norte do parque, √© um dos mais antigos de Florian√≥polis, sendo criado oficialmente em 1831.

Nas fotos abaixo, coruja buraqueira (Athene Cunicularia) e lagartinho da praia (Liolaemus occipitali). 

Foto: Ivo Rohling Ghizoni Junior

Infraestrutura e visitação

O Parque Estadual do Rio Vermelho hospeda institui√ß√Ķes e possui estruturas estabelecidas antes de seu enquadramento como Parque Estadual, sendo que o Decreto de cria√ß√£o da Unidade de Conserva√ß√£o estabeleceu que ‚Äúficam assegurados os atuais usos legais da √°rea do Parque Estadual do Rio Vermelho, at√© que se elabore e aprove o seu Plano de Manejo‚ÄĚ.

Essas institui√ß√Ķes e estruturas s√£o:

  • o Camping da Associa√ß√£o de Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares de Santa Catarina;
  • o Campo Escoteiro Paulo dos Reis, administrado pela Uni√£o dos Escoteiros do Brasil;
  • o Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho, administrado pelo IMA e parceiros;
  • o 1¬ļ Batalh√£o do 1¬ļ Pelot√£o da 1¬™ Companhia da Pol√≠cia Militar Ambiental ‚Äď BPMA;
  • o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS);
  • o CETAS Marinho do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP)
  •  a Esta√ß√£o de Tratamento de Esgoto (ETE) da Companhia Catarinense de √Āguas e Saneamento (CASAN);
  • o Terminal Lacustre Luiz Osvaldo D‚ÄôAcampora Filho, administrado pela Cooperativa de Trabalho dos Barqueiros da Costa da Lagoa (COOPERCOSTA);
  • e o Quartel de Bombeiros da Barra da Lagoa.

Imagem aérea do Parque Estadual do Rio Vermelho.

A visita√ß√£o p√ļblica ao Parque √© livre nas trilhas e acessos √† praia do Mo√ßambique e √† Lagoa da Concei√ß√£o. Os visitantes podem ainda ficar no Camping do Rio Vermelho, passear pela Trilha Ecol√≥gica ou pela Trilha Aqu√°tica, lan√ßada recentemente, ou participar de algumas das atividades de educa√ß√£o ambiental ou dos eventos em meio √† natureza que ocorrem no Parque.

O Camping

O Camping do Rio Vermelho oferece serviço de hospedagem em barracas e trailers em amplo espaço arborizado (consultar tabela de preços).

Viveiro de mudas

Desde sua cria√ß√£o, o Parque possui um viveiro de produ√ß√£o de mudas, inicialmente localizado ao lado do Batalh√£o da Pol√≠cia Militar Ambiental, e destinado √† produ√ß√£o de mudas de esp√©cies florestais ex√≥ticas. Ao longo do tempo, com as mudan√ßas dos objetivos do Parque, o viveiro passou a produzir esp√©cies nativas dos ecossistemas do Parque. Atualmente o viveiro est√° localizado junto ao Camping do Rio Vermelho, dispon√≠vel para atividades de educa√ß√£o ambiental, com pr√©vio agendamento, visitas do p√ļblico em geral e doa√ß√£o de mudas para visitantes e projetos socioambientais, conforme a disponibilidade de mudas.

Hor√°rio de funcionamento: segunda a sexta-feira das 12-17h

Localização: https://goo.gl/maps/5qHj9yAGp6z4PGGt7

A Trilha Ecológica

A Trilha Ecológica é uma trilha guiada onde é possível conhecer animais silvestres tratados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e que não podem voltar à natureza.

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo (inclusive feriados), das 10h às 17h (agendamentos para escolas e outros grupos organizados de terça a sexta).
Valor dos ingressos: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (estudantes, idosos e moradores do entorno), crianças com até 5 anos de idade são isentas de pagamento.

Contato:

Telefone: (48) 3665-4194

Conselho Consultivo do PAERVE

O Conselho Consultivo do Parque Estadual do Rio Vermelho tem por finalidade contribuir de forma participativa para a efetiva implantação e para o cumprimento dos objetivos Parque.


Abaixo documentos relativos ao Conselho:

document Regimento Interno (47 KB)

document Entidades Representantes do Conselho (80 KB)

pdf Ata Reuni√£o Extraordin√°ria - 17/05/2017 (3.48 MB)

pdf Ata Reuni√£o Ordin√°ria - 28/06/2013 (5.27 MB)

document Ata Reuni√£o Ordin√°ria - 05/10/2017 (58 KB)

document Ata Reuni√£o Ordin√°ria - 09/11/2017 (55 KB)

document Ata Reuni√£o Ordin√°ria - 07/12/2017 (96 KB)

document Convocação reunião - 09/03/2018 (196 KB)

Programa Caminhos da Natureza mostra o Parque Rio Vermelho

BLOCO 01 - https://www.youtube.com/watch?v=zs4COodMzCc

BLOCO 02 - https://www.youtube.com/watch?v=oHIEAUFN7us