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O Prêmio

O Prêmio Raulino Reitz, bianual, tem o objetivo de estimular, destacar e premiar pessoas físicas e jurídicas que tenham desenvolvido pesquisas, projetos e outras atividades que resultam em benefícios para a conservação da natureza no Estado de Santa Catarina.
O Prêmio homenageia o cientista Raulino Reitz pelo seu trabalho dedicado ao levantamento da flora catarinense, descobrindo cinco gêneros e 327 espécies novas, pela criação do Herbário Barbosa Rodrigues, com um acervo contendo 95% da flora catarinense, e pelo seu papel fundamental na criação de unidades de conservação da natureza estaduais.

Homenageado 2018

Alexandre Waltrick Rates – ex-presidente da Fatma/IMA, atuou por mais de 12 anos no órgão ambiental catarinense e foi fundamental para a transformação do Instituto em referência para todo o país.

Homenageado Ano 2015

Promotor de Justiça Paulo Antônio Locatelli – titular na 32ª promotoria da Capital, atuando diretamente com o meio ambiente

Homenageados e Personalidades – Ano de 2000

No ano de 2000, quando a então FATMA comemorou 25 anos, foi entregue uma edição especial do Prêmio a entidades e pessoas que deram continuidade ao trabalho de Raulino Reitz. Receberam o Prêmio, o Herbário Barbosa Rodrigues e os técnicos Pedro Leite e Lenir Alda do Rosário.

O Herbário Barbosa Rodrigues, criado por Raulino Reitz e localizado em Itajaí, tornou-se patrimônio de nosso Estado pelos anos de dedicação à pesquisa, divulgação e preservação das espécies vegetais. Entidade não-governamental, oferece aos pesquisadores um vasto acervo com informações sobre a vegetação catarinense, iniciado na década de 50, e administra o Parque Botânico do Morro do Baú, em, Ilhota, uma importante área de preservação e pesquisa.

A VIDA

 

Raulino Reitz nasceu em 19 de setembro de 1919, em Antônio Carlos, SC, e faleceu em 19 de novembro de 1990, aos 71 anos de idade. Dedicou grande parte de sua vida ao levantamento da flora catarinense. Descobriu para a ciência universal cinco gêneros e 327 espécies novas. Coletou 30.073 plantas e emprestou seu nome a três gêneros novos e 59 espécies de plantas.

Em 22 de junho de 1942 fundou o Herbário “Barbosa Rodrigues” que hoje conta com uma coleção de aproximadamente 70.000 exsicatas.

Seus trabalhos de pesquisa atingiram as áreas de Botânica, Zoologia, Genealogia e História. Sobre estes assuntos publicou 45 livros e 114 artigos científicos. Foi editor da Revista Sellowia, iniciada em 1949, periódico de botânica sul-brasileiro. Idealizou e editorou a Flora Ilustrada Catarinense com 150 famílias impressas em 172 fascículos num total 12.500 páginas.

Idealizou, sugeriu e promoveu a regulamentação para que a orquídea (Laelia purpurata) e a imbuia (Ocotea Porosa) fossem, respectivamente, a flor e a árvore símbolos do Estado de Santa Catarina.

Criou e implantou, no dia 08 de abril de 1961, o Parque Botânico do Morro Baú, em Ilhota/SC, com 750 hectares. Neste mesmo sentido, por meio de exposição e anteprojetos, participou diretamente da criação das unidades de conservação catarinenses: Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (1975); Parque Estadual da Serra Furada (1980); das Reservas Biológicas do Sassafrás (1977); do Aguaí e da Canela Preta (1980); das Estações Ecológicas dos Carijós, na Ilha de Santa Catarina; dos Timbés, nos municípios de Timbé do Sul e Meleiro; da Babitonga, nos municípios de Garuva, Joinville, Araquari e São Francisco do Sul.

Desempenhou os cargos de diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (1971-1975), e diretor da Fundação do Meio Ambiente – FATMA, de 1976 a 1983.

Entre vários prêmios recebidos pelos relevantes trabalhos realizados em favor do meio ambiente foi também agraciado com o Prêmio Global 500, concedido pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), na Cidade do México, em 05 de junho de 1990, dia Mundial do Meio Ambiente.